segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Enfim, o melhor de mim.

 

Na infância tinha um apelido, foi a melhor época da minha vida. O tempo da inocência, das brincadeiras na rua, dos joelhos ralados, dos sonhos bons, dos primeiros ensinamentos etc. Enfim, formam bons tempos!

Na vida do nome no RG, a época das responsabilidades, dos compromissos, da luta por uma vida com dignidade, da família, dos amigos de infância que permaneceram e dos outros que fui fazendo pelos caminhos da vida. Enfim, tempos às vezes bons e outras vezes complicados!

Na vida profissional veio o nome de guerra. O tempo do politicamente correto que oprime, do não poder errar, do ser eficiente, do ter colegas e não amigos, dos interesses em detrimento ao querer. Enfim, tempos difíceis de viver mais necessários!

Hoje, na maturidade, vivo finalmente o meu verdadeiro “EU”. O que sempre fui, a soma de todos num ser humano imperfeito, verdadeiro,  ainda com sonhos e muita vontade de aprender. Enfim, o melhor de mim!

 

 

 Olho no olho.

 

 

 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Lacração.

 

Nos dias de hoje todos são obrigados a ter uma opinião sobre tudo. É basicamente uma regra se sentir no direito de fechar o assunto, de lacrar os argumentos. Isso como se fossemos os donos da verdade.

A verdade tem muitas faces, o pensamento é livre e as opiniões podem e devem ter a liberdade de divergir. Lacrar é amordaçar, é não ter a capacidade de ouvir e tirar proveito das diferenças.

Felizes os que sabem ouvir, debater e aprender com as opiniões contrárias. Sempre, de alguma forma, as diferenças de opinião nos enriquecem. Às vezes elas nos abrem os olhos para outras formas de enxergar a vida.

Ter muitas formas de ver a vida facilita o ato de viver, diga-se de passagem, uma coisa muito difícil. Viver é uma arte, a arte de saber conviver e conviver é viver com as diferenças de forma saudável.

 

Olho no olho.

 

Imprensado pela imprensa.

 

Deixei de ver o jornalismo e a programação das emissoras de televisão há muito tempo, coisa de anos. Às vezes ainda assisto um ou outro jogo de futebol, mas, de resto nada ou quase nada me agrada.  

A emissora de rádio de minha cidade, a que a mais de duas décadas era seu ouvinte fiel, também deixei de ouvir. Só escuto os jogos de futebol e programas do gênero.

Os motivos são sempre o mesmo, o massacre infernal de notícias ruins o dia inteiro. Quando não estão falando sobre a pandemia e a vacina, estão metendo o pau no governo federal. É uma perseguição terrível, um editorial jornalístico que se repete no mesmo do mesmo.

Na verdade a TV aberta faz muito tempo que se tornou de mau gosto, não existem filtros num vale tudo pela audiência. Ela abusa da inteligência do povo, acho que pensam que o povo não pensa, mas, o povo pensa e sabe fazer suas escolhas.

 

Olho no olho.

 

 

O Messias.

 

O tempo continuou passando e chegamos à eleição de 2018. As opções de candidatos que se apresentavam não eram animadoras, nenhum me motivava para dar o meu voto. Cada um pior que o outro, só as velhas raposas que não mereciam crédito.

No meio deles pareceu um candidato que poucas vezes tinha ouvido falar, o Jair Bolsonaro. O pouco que sabia dele, eram as brigas que tinha com os petistas e seus pares no congresso.

Até que ele veio em campanha ao meu estado e foi recebido por uma multidão no aeroporto. Uma multidão que nem nos tempos do Lula tinha visto, gente comum que não eram militantes políticos.

Depois desse fato passei a prestar mais atenção ao Jair Bolsonaro. No entanto, achava que ele não chegava ao segundo turno, que era um fogo de palha que o vento ia se encarregar de apagar como tantos que sucumbem no meio das campanhas.

Então, em setembro de 2018, ele foi esfaqueado quando estava em campanha. Fato que me deixou indignado, visto que se diziam nas redes sociais que o ato de violência tinha a finalidade de tirar ele da campanha.

Mesmo assim, ainda não tinha me decidido em quem votar. Não achava que Jair Bolsonaro era preparado para exercer a função de presidente desse país, pretendia anular o meu voto.

Aí aconteceu um fato novo, vi numa rede social um vídeo de uma mulher muito articulada. Nele ela alertava que precisávamos impedir o PT de voltar ao poder, defendia que o Jair Bolsonaro era o único candidato que podia derrotar o Haddad. Disse também que, caso ele não desse certo, já tínhamos tirados dois presidentes do poder através do impeachment.

Depois desse vídeo, finalmente resolvi que o Jair Messias Bolsonaro seria o meu candidato. Fato que até os dias de hoje tenho a certeza de que acertei, pois desde que ele assumiu o governo, as notícias de corrupção e de uso irresponsável do dinheiro público não se repetiram.

 

Olho no olho.  

 

 

 

O efeito do mea culpa.

 

O tempo foi passando e fui observando os mandos e desmandos do governo do PT, que foram se sucedendo e causando danos ao país e a seu povo.  

Um governo que, mesmo cometendo absurdos, foi reeleito em 2006 e elegeu sua sucessora em 2010 e 2014. Um governo que só conseguimos nos livrar dele pelo impeachment da presidente, que sequer conseguia se expressar de uma forma compreensível.

Vi e ouvi nas mídias jornalísticas e depois nas redes sociais, as notícias sobre os atos danosos cometidos com o país nos quatorze anos do PT no governo. Uma sucessão enorme de erros, que nos levaram a essa situação que hoje vivemos.

A lava jato, em 2014, desnudou o projeto do poder pelo poder a qualquer preço, e o modus operandi dos agentes do governo que se apoderaram do poder em benéfico próprio.

Foram anos duros, anos sem perspectivas e sem esperança de como o país iria superar tantos desmandos e as consequências causadas pela corrupção.

 

Olho no olho.

 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

O mea culpa.

 

Em 2002, seduzido pela massiva campanha capitaneada pela mídia em geral e pela militância do PT, cometi o maior erro político de toda minha vida de eleitor. Votei no candidato desse partido para presidente, o Lula.

Fui induzido a acreditar que esse cidadão poderia ser bom para o povo desse país, que ele e seus pares realmente queriam fazer história. Visto que lutaram muito pelo poder e jamais pensei que daria no que deu.

Por ocasião do mensalão em 2005, decepcionado com as denuncias, deixei de acreditar no presidente em exercício e percebi que o PT não tinha um projeto de governo, que ele e seus pares tinham um projeto do poder pelo poder a qualquer preço.

Desde então, criei um verdadeiro desprezo pelo pensamento ideológico de esquerda. Percebi que a grande verdade era que, salvo exceções, essa ideologia só se preocupava em manter as vantagens que o poder oferecia.

Na época me tornei um órfão de liderança política, isso sem contar que não havia um partido (sigla) que me atraísse.

 

Olho no olho.

 

 


Política.

 

Como não podia deixar de ser, abordo esse tema que transita nesse tudo pela política, ou melhor: no tudo pelo poder. Uma briga eterna entre esquerda x direita, cada um se achando o dono da verdade absoluta.

Nunca fui de esquerda ou de direita, sempre fui do que é certo e honesto. Diria que hoje sou um convicto conservador liberal, que gostaria muito que esse país fosse um lugar justo e bom de viver para o seu povo.  

Depois de tantos anos da redemocratização nesse país e de ver esse eterno dois passos para frente e um para trás, tornei-me mais um dos que se decepcionaram com a política.

Entra presidente e sai presidente, entra governador e sai governador, entra prefeito e sai prefeito e a vida continua nesse eterno vai e vem. Uma vida num passo lento demais para os tempos tecnológicos que hoje vivemos.

 

Olho no olho.